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Como lidar com a mudança de país

Quando passa a fase da euforia e temos de encarar a vida como ela é. Porém, com uma diferença enorme que mexe com todos os nosso hormónios, nossas certezas, nosso comando: deixamos nossa zona de acomodação, o nosso emprego, a nossa família originária, o contacto direto com as amigas e amigos por um novo (re)começar. E por que somos diferentes do nosso marido que rapidamente se adaptou, já tem emprego, já tem amigos e parece viver sem nenhum problema aparente?

O que significa realmente este novo começo? O que acontece connosco que altera completamente a nossa forma de viver? Porque esta angústia, este choro, esta inadequação a tudo? A relação com o marido começa a perder a cumplicidade, o novo emprego não acontece como previsto, as facilidades para gerenciar as demandas do lar não existem mais. Uffa! Muitas vezes nos pegamos questionando se tomamos a decisão certa.

A primeira luz que eu gostaria de trazer a esta questão é: o que você está a sentir é absolutamente natural! Você não é a “diferente” porque sente e vive estes sentimentos! Você não é 100% emocional porque chora, porque tem saudades e vontade de voltar correndo! Gostaria de sugerir algo que não é fácil, mas é possível e necessário: relativizar esta “culpa” por se sentir inadequada! Você não é a única que vive estas emoções nos períodos de desmames. As rupturas ocasionam as dores para encontrar os novos sentidos e as acomodações. A minha sugestão é buscar elevar a sua autoestima. Se você escolheu mudar de país – e normalmente somos nós mulheres quem decidimos a mudança – muitos “algos” mais motivaram esta escolha. Quais foram? Quais as sensações, as emoções, os desejos, as visões de futuro? Traga para si estes sentimentos. Produza deliberadamente os hormônios desencadeados pelo neurotransmissor Serotonina. Seguramente, se você está a viver a situação de estresse pós mudança de país, há uma baixa natural de Serotonina, porque o seu cérebro entende que o que você vive é um período de perigo, de autoproteção, de medo, e portanto, produzirá os hormónios correspondentes. Você estará sempre em estado de alerta, produzindo as emoções consequentes. As reações naturais ao estado de alerta: enfrentar – ficará sempre em guarda, pronta para a briga – ou fugir.

A minha sugestão, e o que eu faço para comunicar necessidade de mais Serotonina para o meu cérebro: ver e sentir o sol, meditar, cantar, rir e tomar vinho moderadamente! Uma barrinha – pequena – de chocalate negro ajuda muito.

O nosso cérebro não é inteligente. Ele reage de acordo com a nossa comunicação interna e fisiológica! Que tal começar agora a produzir conscientemente a sua Serotonina?

A segunda luz: procure não fazer as comparações ou culpar o seu marido por ele não viver este momento com igual intensidade e desafio que você. Nós somos completamente diferentes! Nem melhores e nem piores. Não delegue a ninguém as respostas internas emocionais, que são só suas.

Você é a única comandante dos seus sentimentos e ações! Comunique-se com o seu marido, a partir de agora, já, de forma diferente. Escolha algo, alguma atitude dele, que você sempre se exaspera e aja ao contrário! Exatamente ao contrário. Mude por você. Não por ninguém.

Seja o centro da sua vida e tudo se conformará a partir do seu comportamento. Quer fazer o teste? Faça e depois diga-me o resultado.

Acompanhe aqui os próximos assuntos especialmente para você que quer mudar, ou que já mudou de pais!

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